Apesar do enorme potencial da natureza e do seu povo, o Semiárido é marcado por grandes e injustas desigualdades sociais. Segundo o Ministério da Integração Nacional mais da metade (58%) da população pobre do país vive na região. Estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) demonstram que 67,4% das crianças e adolescentes no Semiárido são afetados pela pobreza¹. São quase nove milhões de crianças e adolescentes desprovidos dos direitos humanos e sociais mais básicos, e dos elementos.
Indispensáveis ao seu desenvolvimento pleno, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Semiárido é considerado baixo para aproximadamente 82% dos municípios, que possuem IDH até 0,65. O que significa um déficit em relação aos indicadores de renda, educação e longevidade para 62% da população do Semiárido.
Apesar das características gerais reconhecidas, como irregularidade de distribuição das chuvas, temperatura elevada e limitações hídricas, o Semiárido brasileiro é uma realidade complexa, tanto no que se refere aos aspectos geofísicos, quanto à ocupação humana e a exploração dos recursos naturais. Somando a isso, o reduzido conhecimento sobre as potencialidades da região, juntamente com o preconceito e desinformação sobre a realidade sertaneja do nordeste brasileiro, faz com que boa parte da opinião pública e até mesmo os seus habitantes acreditem na inviabilidade socioeconômica e ambiental do semiárido vários estudos vêm sendo realizados para agregar subsídios à caracterização social e econômica do Semiárido. A citar, o Projeto Áridas, do Ministério da Integração Nacional; o Zoneamento Agroecológico do Nordeste, pela Embrapa Semiárido; o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, além de iniciativas de Organizações Não Governamentais.
Graduanda em Geografia pela UFCG
Nenhum comentário:
Postar um comentário